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Aluguel ou financiar? Faça a conta antes de decidir

Ajuste os valores e veja na hora a parcela, a entrada e a renda necessária para financiar este apartamento pelo Minha Casa Minha Vida.

Quem paga aluguel em Porto Alegre normalmente gasta entre R$ 1.300 e R$ 1.900 por mês em um 2 dormitórios com garagem na zona norte — dinheiro que não volta. A parcela de um financiamento na mesma faixa constrói patrimônio. Use a calculadora abaixo para comparar seu caso.

R$ 320.000
10% · R$ 32.000
30 anos
6.0% a.a.
R$ 1.600

1ª parcela estimada (SAC)

R$ 2.202

cai todo mês até R$ 804 na última

Renda familiar recomendada

R$ 7.340

Entrada necessária

R$ 32.000

Pode ser paga com FGTS.

Aluguel acumulado em 30 anos (reajuste anual de 6,5%, com teto realista)

R$ 1.043.918

Esse dinheiro vai embora: no aluguel, nada volta para você. Financiando, cada parcela vira patrimônio — e no fim o apartamento é seu.

Linha do tempo: o aluguel sobe, a parcela fica para trás

A conta é simples: o aluguel é reajustado todo ano (usamos 6,5% ao ano, média histórica de longo prazo, com teto de 1% do valor do imóvel ao mês). Já a parcela do financiamento da Caixa é calculada pelo sistema SAC: a amortização é fixa e os juros incidem sobre um saldo devedor que só encolhe — por isso a parcela diminui todo mês. Veja o que acontece a cada 10 anos.

PeríodoAluguel no mêsParcela no mês (SAC)Aluguel acumuladoSituação
HojeR$ 1.600R$ 2.202R$ 01ª parcela, a mais alta de todas
Em 10 anosR$ 3.003R$ 1.735equivale a R$ 1.117 de hojeR$ 275.934Já pagou R$ 268.419 do seu próprio imóvel
Em 20 anosR$ 3.200R$ 1.267equivale a R$ 525 de hojeR$ 659.918Já pagou R$ 448.764 do seu próprio imóvel
Em 30 anosR$ 3.200R$ 0 · quitadoR$ 1.043.918Imóvel seu, sem parcela

Em 10 anos

O aluguel subiu para R$ 3.003 por mês e você já entregou R$ 275.934 ao proprietário. No financiamento, a parcela caiu de R$ 2.202 para R$ 1.735.

Em 20 anos

A parcela já caiu de R$ 2.202 para R$ 1.267 e, em poder de compra, vale apenas R$ 525 de hoje — enquanto o aluguel acumulado chega a R$ 659.918.

Em 30 anos

Quem financiou termina sem parcela e com um imóvel no nome. Quem alugou pagou R$ 1.043.918 e continua recebendo reajuste todo ano.

E se olharmos para trás? O aluguel de hoje já foi bem mais barato

Há 30 anos

R$ 242/mês

hoje o mesmo imóvel custa R$ 1.600

Há 20 anos

R$ 454/mês

hoje o mesmo imóvel custa R$ 1.600

Há 10 anos

R$ 852/mês

hoje o mesmo imóvel custa R$ 1.600

Valores históricos são uma reconstrução ilustrativa, aplicando a mesma média de reajuste para trás. Serve para mostrar a direção: o aluguel sempre acompanha a inflação, a parcela do financiamento não.

Cálculo pelo sistema SAC (amortização constante), usado pela Caixa no Minha Casa Minha Vida: a parcela começa mais alta e cai a cada mês. Estimativa sem seguros (MIP/DFI), taxa de administração, TR ou eventual subsídio do programa. A parcela oficial vem na simulação da Caixa. A projeção do aluguel usa reajuste anual fixo de 6,5%, uma média ilustrativa de longo prazo; o índice real varia a cada ano.

Por que a parcela diminui e o aluguel só sobe

Essa é a parte que quase ninguém explica com clareza. A Caixa usa no Minha Casa Minha Vida o sistema SAC (Sistema de Amortização Constante). Nele, a parte da parcela que abate a dívida é sempre a mesma — o saldo financiado dividido pelo número de meses — e os juros são cobrados apenas sobre o saldo devedor, que encolhe todo mês. Resultado: a primeira parcela é a mais cara do contrato e, a partir dali, ela cai mês a mês até a última, a mais barata de todas.

Some a isso o efeito da inflação. Como a parcela cai em reais e o dinheiro perde valor com o tempo, o peso dela no orçamento despenca: uma prestação que hoje consome boa parte da renda familiar, em vinte anos representa uma fração do salário. É o oposto do que acontece com o aluguel.

O aluguel funciona ao contrário. O contrato de locação prevê reajuste anual por um índice de mercado (IGP-M ou IPCA, conforme o contrato). A cada 12 meses o valor sobe, e essa correção se acumula. Em dez anos, um aluguel de R$ 1.600 em Porto Alegre chega facilmente à faixa dos R$ 2.400 — e o inquilino segue sem nenhum patrimônio no fim do período.

Somando: quem aluga por 30 anos entrega centenas de milhares de reais e volta ao ponto de partida. Quem financia paga uma parcela que envelhece bem, usa o FGTS como entrada e termina com a escritura no nome. É por isso que, para famílias que pretendem morar mais de cinco anos no mesmo lugar, financiar pelo Minha Casa Minha Vida costuma ser a decisão mais racional — e não apenas a mais emocionante.

Quando financiar compensa mais que alugar

E no caso deste apartamento?

O apartamento do Parque Santa Fé está a R$ 320 mil, é novo, tem vaga de garagem, elevador, churrasqueira e condomínio com piscina e quadra. Com 10% de entrada (possível via FGTS), a parcela fica na faixa do aluguel de um 2 dormitórios equivalente na mesma região.

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